Em Valinhos (SP), a Casa Cedro, com arquitetura assinada por Juliana Risso e Fernanda Padula, é um exemplo admirável de como a construção pode se moldar à topografia para valorizar as visuais de um terreno em forte declive. Voltada para um lago e envolvida pela mata local, a residência distribui seus espaços em níveis que proporcionam um contato contínuo com a natureza.
O paisagismo, projetado por Alexandre Galhego, cumpre o papel essencial de costurar os volumes construídos à vegetação, criando trajetos, respiros e enquadramentos marcantes para os moradores.
Escultura em Níveis, Água e Continuidade Visual
As soluções do projeto mostram o impacto de planejar a arquitetura e o jardim em conjunto desde os primeiros rascunhos:
- Piscina na Altura das Copas: A lâmina d’água posicionada junto ao limite da vegetação cria um efeito visual espetacular, dando a sensação de que a piscina se prolonga em direção ao vale e ao lago.
- Integração Sensível com o Aclive: Em vez de grandes contenções rígidas, o paisagismo utiliza a própria topografia para criar patamares verdes e caminhos que convidam a percorrer o lote.
- A Experiência do Verde: A seleção das espécies valoriza a flora nativa, garantindo sombra, frescor e uma transição suave entre o jardim residencial e a mata do entorno.
A Casa Cedro reforça por que o paisagismo deve fazer parte do processo arquitetônico desde o início: ele transforma desníveis em oportunidades e faz com que a casa pertença verdadeiramente ao lugar.
Ficha Técnica do Projeto
- Projeto: Casa Cedro
- Arquitetura: Juliana Risso (@julianarissoarq) e Fernanda Padula (@fefepadula)
- Paisagismo: Alexandre Galhego (@alexandregalhegopaisagismo)
- Fotografia: Carolina Mossin (@carolinamossinfotografia)
- Localização: Valinhos – São Paulo, Brasil
- Ano: 2024 (via ArchDaily)
















